Item 000001 - correspondencia

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PT MABF AMABF/AH/CMABF/R/4/000001

Title

correspondencia

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1 maço; papel

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(1504-)

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A cidade de Albufeira, como tantas outras cidades algarvias, tem a sua génese envolta em mistério. Pensa-se que, na Pré-história, já era povoada, mas sabe-se que no Império Romano era conhecida por Baltum. Posteriormente, no domínio árabe Albufeira ganha ainda mais relevância. Os árabes edificaram defesas que a tornaram, durante bastante tempo, inconquistável. A antiga mesquita, que deu lugar à Igreja matriz, e o castelo perduraram no tempo, mas só até ao grande terramoto de 1755. No entanto ainda hoje se encontram vestígios materiais desse passado.
Aquando da Reconquista Cristã, o Castelo de Albufeira foi doado à Ordem Militar de Avis, por D. Afonso III, em 1 de Março de 1250, devido à necessidade de assegurar a defesa do território, organização do sistema tributário, e aplicação da justiça. Já no século XVI, a 20 de Agosto de 1504, e devido à grande importância obtida enquanto porto comercial, é-lhe outorgada, por D. Manuel, a carta foralenga.
Em 26 de Julho de 1833, Albufeira foi vítima de um dos mais devastadores episódios da guerra civil que devastou o país, a guerra entre irmãos, entre absolutistas e liberais. O grupo de soldados revoltosos absolutistas comandados por José Joaquim de Sousa Reis atacou e executou grande número dos seus habitantes.
Albufeira teve, durante o século XIX, uma evolução económica importante, graças à pesca, exportação de peixe e de frutos secos.
A década de 30, claramente politizada, símbolo do despertar de um novo regime, marco na história contemporânea portuguesa e culturalmente sinónimo do desafio dos mais jovens aos cânones conservadores do regime. Havia uma perceção clara de como a cultura se poderia transformar num poderoso instrumento de poder ao serviço do Estado, nomeadamente na construção de uma retórica cultural onde os conflitos sociais são harmonizados em torno de grandes desígnios nacionais.
O turismo foi perdendo grande parte da sua função ideológica, para se transformar na promoção de mais um destino para férias a preços baratos. As preocupações económicas lançam para um patamar inferior as de natureza ideológica.
Ao nível nacional o maior destaque ia para o Estoril, local privilegiado de encontro entre a elite ligada à política e à cultura portuguesa. Ao nível concelhio, Albufeira apresentava uma dinâmica pouco comum no início do século XX português.
O que tornou esta dinâmica possível, assim como o desenvolvimento do turismo em Albufeira foi a ligação entre a Praia e a Vila - o túnel e a Rua 5 de Outubro. A construção deste túnel teve, na altura, tal importância que foi inaugurado pelo então Ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco.
A título de curiosidade, o primeiro de Agosto marcava o início da “temporada de banhos” e com esta vinham não só as preocupações em contratar um banheiro como o negócio proveitoso do aluguer de barracas, toldos, toalhas e fatos de banho.
Mas a época balnear não se pautava apenas pela ida a banhos, Albufeira organizava um programa de festas que rivalizava com muitos cartazes, além do casino albufeirense que fazia as delícias de uma elite, Setembro era o mês de eleição para os espectáculos. Os torneios desportivos, o fogo-de-artifício, a dança, o Jazz, e os demais espectáculos eram a grande atracção para centenas de turistas que se deslocavam até Albufeira.
Nas décadas de 30 e 40, Albufeira acompanhou o decréscimo das atividades comercias, à semelhança do que se passou com muitas localidades algarvias. Durante este período, mais difícil, fábricas foram encerradas, atividades económicas desapareceram, e a população voltou-se para a pesca enquanto atividade de subsistência.
No início da década de 60, assistiu-se ao nascimento do fenómeno turístico. Foi, no entanto, no final da década de 70 e início da 80, que se verificou o grande crescimento económico de Albufeira, demonstrado não só no aumento exponencial de turistas assim como no entusiasmo urbanístico.

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