Câmara Municipal de Albufeira

Zona de identificação

tipo de entidade

Entidade coletiva

Forma autorizada do nome

Câmara Municipal de Albufeira

Forma(s) paralela(s) de nome

Forma normalizada do nome de acordo com outras regras

Outra(s) forma(s) do nome

identificadores para entidades coletivas

NIPC: 503539473.

área de descrição

datas de existência

1504-

história

A cidade de Albufeira, como tantas outras cidades algarvias, tem a sua génese envolta em mistério. Pensa-se que, na Pré-história, já era povoada, mas sabe-se que no Império Romano era conhecida por Baltum. Posteriormente, no domínio árabe Albufeira ganha ainda mais relevância. Os árabes edificaram defesas que a tornaram, durante bastante tempo, inconquistável. A antiga mesquita, que deu lugar à Igreja matriz, e o castelo perduraram no tempo, mas só até ao grande terramoto de 1755. No entanto ainda hoje se encontram vestígios materiais desse passado.
Aquando da Reconquista Cristã, o Castelo de Albufeira foi doado à Ordem Militar de Avis, por D. Afonso III, em 1 de Março de 1250, devido à necessidade de assegurar a defesa do território, organização do sistema tributário, e aplicação da justiça. Já no século XVI, a 20 de Agosto de 1504, e devido à grande importância obtida enquanto porto comercial, é-lhe outorgada, por D. Manuel, a carta foralenga.
Em 26 de Julho de 1833, Albufeira foi vítima de um dos mais devastadores episódios da guerra civil que devastou o país, a guerra entre irmãos, entre absolutistas e liberais. O grupo de soldados revoltosos absolutistas comandados por José Joaquim de Sousa Reis atacou e executou grande número dos seus habitantes.
Albufeira teve, durante o século XIX, uma evolução económica importante, graças à pesca, exportação de peixe e de frutos secos.
A década de 30, claramente politizada, símbolo do despertar de um novo regime, marco na história contemporânea portuguesa e culturalmente sinónimo do desafio dos mais jovens aos cânones conservadores do regime. Havia uma perceção clara de como a cultura se poderia transformar num poderoso instrumento de poder ao serviço do Estado, nomeadamente na construção de uma retórica cultural onde os conflitos sociais são harmonizados em torno de grandes desígnios nacionais.
O turismo foi perdendo grande parte da sua função ideológica, para se transformar na promoção de mais um destino para férias a preços baratos. As preocupações económicas lançam para um patamar inferior as de natureza ideológica.
Ao nível nacional o maior destaque ia para o Estoril, local privilegiado de encontro entre a elite ligada à política e à cultura portuguesa. Ao nível concelhio, Albufeira apresentava uma dinâmica pouco comum no início do século XX português.
O que tornou esta dinâmica possível, assim como o desenvolvimento do turismo em Albufeira foi a ligação entre a Praia e a Vila - o túnel e a Rua 5 de Outubro. A construção deste túnel teve, na altura, tal importância que foi inaugurado pelo então Ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco.
A título de curiosidade, o primeiro de Agosto marcava o início da “temporada de banhos” e com esta vinham não só as preocupações em contratar um banheiro como o negócio proveitoso do aluguer de barracas, toldos, toalhas e fatos de banho.
Mas a época balnear não se pautava apenas pela ida a banhos, Albufeira organizava um programa de festas que rivalizava com muitos cartazes, além do casino albufeirense que fazia as delícias de uma elite, Setembro era o mês de eleição para os espectáculos. Os torneios desportivos, o fogo-de-artifício, a dança, o Jazz, e os demais espectáculos eram a grande atracção para centenas de turistas que se deslocavam até Albufeira.
Nas décadas de 30 e 40, Albufeira acompanhou o decréscimo das atividades comercias, à semelhança do que se passou com muitas localidades algarvias. Durante este período, mais difícil, fábricas foram encerradas, atividades económicas desapareceram, e a população voltou-se para a pesca enquanto atividade de subsistência.
No início da década de 60, assistiu-se ao nascimento do fenómeno turístico. Foi, no entanto, no final da década de 70 e início da 80, que se verificou o grande crescimento económico de Albufeira, demonstrado não só no aumento exponencial de turistas assim como no entusiasmo urbanístico.

Locais

As freguesias de Albufeira são as seguintes: Albufeira, Ferreiras, Guia, Olhos de Água, Paderne

status legal

Orgão executivo colegial do município, dotado de autonomia administrativa, financeira e patrimonial.

funções, ocupações e atividades

– Compete à câmara municipal no âmbito da organização e funcionamento dos seus serviços e no da gestão corrente:

  • Elaborar e aprovar o regimento;
  • Executar e velar pelo cumprimento das deliberações da assembleia municipal;
  • Proceder à marcação e justificação das faltas dos seus membros;
  • Deliberar sobre a locação e aquisição de bens móveis e serviços, nos termos da lei;
  • Alienar os bens móveis que se tornem dispensáveis, nos termos da lei;
  • Adquirir e alienar ou onerar bens imóveis de valor até 1000 vezes o índice 100 das carreiras do regime geral do sistema remuneratório da função pública;
  • Alienar em hasta pública, independentemente de autorização do órgão deliberativo, bens imóveis de valor superior ao da alínea anterior, desde que a alienação decorra da execução das opções do plano e a respectiva deliberação seja aprovada por maioria de dois terços dos membros em efectividade de funções;
  • Aceitar doações, legados e heranças a benefício de inventário;
  • Nomear e exonerar o concelho de administração dos serviços municipalizados e das empresas públicas municipais, assim como os representantes do município nos órgãos de outras empresas, cooperativas, fundações ou entidades em que o mesmo detenha alguma participação no respectivo capital social ou equiparado;
  • Apoiar ou comparticipar no apoio à acção social escolar e às actividades complementares no âmbito de projectos educativos, nos termos da lei;
  • Organizar e gerir os transportes escolares;
  • Resolver, no prazo máximo de 30 dias, sobre os recursos hierárquicos impróprios que lhe sejam apresentados de todas as deliberações do concelho de administração dos serviços municipalizados;
  • Deliberar sobre a concessão de apoio financeiro, ou outro, a instituições legalmente constituídas pelos funcionários do município, tendo por objecto o desenvolvimento de actividades culturais, recreativas e desportivas;
  • Deliberar sobre a atribuição de subsídios a instituições legalmente existentes, criadas ou participadas pelo município ou criadas pelos seus funcionários, visando a concessão de benefícios sociais aos mesmos e respectivos familiares;
  • Aprovar os projectos, programas de concurso, caderno de encargos e a adjudicação relativamente a obras e aquisições de bens e serviços;
  • Dar cumprimentos, no que lhe diz respeito, ao Estatuto do Direito de Oposição;
  • Deliberar sobre a administração de águas públicas sob sua jurisdição;
  • Promover a publicação de documentos, anais ou boletins que interessem à história do município;
  • Deliberar sobre o estacionamento de veículos nas ruas e demais lugares públicos;
  • Estabelecer a denominação das ruas e praças das povoações e estabelecer as regras de numeração dos edifícios;
  • Proceder à captura, alojamento e abate de canídeos e gatídeos, nos termos da legislação aplicável;
  • Deliberar sobre a deambulação e extinção de animais nocivos;
  • Declarar prescritos a favor do município, nos termos e prazos fixados na lei geral e após publicação de avisos, os jazigos, mausoléus ou outras obras, assim como sepulturas perpétuas instaladas nos cemitérios propriedade municipal, quando não sejam conhecidos os seus proprietários ou relativamente aos quais se mostre que, após notificação judicial, se mantém desinteresse na sua conservação e manutenção, de forma inequívoca e duradoura;
  • Remeter ao Tribunal de Contas, nos termos da lei, as contas do município.

– Compete à câmara municipal no âmbito do planeamento e do desenvolvimento:

  • Elaborar e submeter à aprovação da assembleia municipal os planos necessários à realização das atribuições municipais;
  • Participar, com outras entidades, no planeamento que directamente se relacione com as atribuições e competências municipais, emitindo parecer para submissão a deliberação da assembleia municipal;
  • Elaborar e submeter a aprovação da assembleia municipal as opções do plano e a proposta de orçamento e as respectivas revisões;
  • Executar as opções do plano e orçamentos aprovados, bem como aprovar as suas alterações;
  • Elaborar e aprovar a norma de controlo interno, bem como o inventário de todos os bens, direitos e obrigações patrimoniais e respectiva avaliação, e ainda os documentos de prestação de contas, a submeter à apreciação e votação do órgão deliberativo;
  • Criar, construir e gerir instalações, equipamentos, serviços, redes de circulação, de transportes, de energia, de distribuição de bens e recursos físicos integrados no património municipal ou colocados, por lei, sob a administração municipal;
  • Participar em órgãos de gestão de entidades da administração central, nos casos, nos termos e para efeitos estabelecidos por lei;
  • Colaborar no apoio a programas e projectos de interesse municipal, em parceria com outras entidades da administração central;
  • Designar os representantes do município nos concelhos locais, nos termos da lei;
  • Criar ou participar em associações de desenvolvimento regional e de desenvolvimento do meio rural;
  • Promover e apoiar o desenvolvimento de actividades artesanais, de manifestações etnográficas e a realização de eventos relacionadas com a actividade económica de interesse municipal;
  • Assegurar, em parceria ou não com outras entidades públicas ou privadas, nos termos da lei, o levantamento, classificação, administração, manutenção, recuperação e divulgação do património natural, cultural, paisagístico e urbanístico do município, incluindo a construção de monumentos de interesse municipal.

– Compete à câmara municipal no âmbito consultivo:

  • Emitir parecer, nos casos e nos termos previstos na lei, sobre projectos de obras não sujeitas a licenciamento municipal;
  • Participar em órgãos consultivos de entidades da administração central, nos casos estabelecidos por lei.

– Compete à câmara municipal no âmbito do apoio a actividades de interesse municipal.

  • Deliberar sobre as formas de apoio a entidades e organismos legalmente existentes, nomeadamente com vista à prossecução de obras ou eventos de interesse municipal, bem como à informação e defesa dos direitos dos cidadãos;
  • Apoiar ou comparticipar, pelos meios adequados, no apoio a actividades de interesse municipal, de natureza social, cultural, desportiva, recreativa ou outra;
  • Participar na prestação de serviços a estratos sociais desfavorecidos ou dependentes, em parceria com as entidades competentes da administração central, e prestar apoio aos referidos estratos sociais, pelos meios adequados e nas condições constantes de regulamento municipal;
  • Deliberar em matéria de acção social escolar, designadamente no que respeita a alimentação, alojamento e atribuição de auxílios económicos a estudantes;
  • Assegurar o apoio adequado ao exercício de competências por parte do Estado, nos termos definidos por lei;
  • Deliberar sobre a participação do município em projectos e acções de cooperação descentralizada, designadamente no âmbito da União Europeia a da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

– Compete à câmara municipal, em matéria de licenciamento e fiscalização.

  • Conceder licenças nos casos e nos termos estabelecidos por lei, designadamente para construção, utilização, conservação ou demolição de edifícios, assim como para estabelecimentos insalubres, incómodos, perigosos ou tóxicos;
  • Realizar vistorias e executar, de forma exclusiva ou participada, a actividade fiscalizadora atribuída por lei, nos termos por esta definidos;
  • Ordenar, precedendo vistoria, a demolição total ou parcial ou a beneficiação de construções que ameacem ruína ou constituam perigo para a saúde ou segurança das pessoas;
  • Emitir licenças, matrículas, livretes e transferências de propriedade e respectivos averbamentos e proceder a exames, registos e fixação de contingentes relativamente a veículos, nos casos legalmente previstos.

– Compete à câmara municipal, no que respeita às suas relações com outros órgãos autárquicos:

  • Apresentar à assembleia municipal propostas e pedidos de autorização, designadamente em relação às matérias constantes dos n.os 2 a 4 do artigo 53.º;
  • Deliberar sobre formas de apoio às freguesias;
  • Propor à assembleia municipal a concretização de delegação de parte das competências da câmara nas freguesias que nisso tenham interesse, de acordo com o disposto no artigo 66.º;
  • Propor à assembleia municipal a realização de referendos locais.

– Compete ainda à câmara municipal:

  • Elaborar e aprovar posturas e regulamentos em matérias da sua competência exclusiva;
  • Administrar o domínio público municipal, nos termos da lei;
  • Propor, nos termos da lei, a declaração de utilidade pública, para efeitos de expropriação;
  • Exercer as demais competências legalmente conferidas, tendo em vista o prosseguimento normal das atribuições do município.

– As nomeações a que se refere a alínea i) do n.º 1 são feitas de entre membros da câmara municipal ou de entre cidadãos que não sejam membros dos órgãos municipais.
– A alienação de bens e valores artísticos do património do município é objecto de legislação especial.

Mandatos/Fontes de autoridade

Aviso n.º 7765/2006 - AP. D.R. n.º 247, Apêndice n.º 89/2006, Série II de 2006-12-27. Câmara Municipal de Albufeira. Lei Constitucional n.º 1/2005. In D.R. n.º 155, Série I-A de 2005-08-12. Sétima revisão constitucional. Lei n.º 5-A/2002. In D.R. n.º 9, Suplemento, Série I-A de 2002-01-11. Primeira alteração à Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, que estabelece o quadro de competências, assim como o regime jurídico de funcionamento, dos órgãos dos municípios e das freguesias. Lei n.º 169/99. In D.R. n.º 219, Série I-A de 1999-09-18. Estabelece o quadro de competências, assim como o regime jurídico de funcionamento, dos órgãos dos municípios e das freguesias. Lei n.º 159/99. In D.R. n.º 215, Série I-A de 1999-09-14. Estabelece o quadro de transferência de atribuições e competências para as autarquias locais. Lei n.º 48/99. In D.R. n.º 138, Série I-A de 1999-06-16. Estabelece o regime de instalação de novos municípios. Lei n.º 27/96. In D.R. n.º 177, Série I-A de 1996-08-0. Regime jurídico da tutela administrativa. Lei n.º 35/91. In D.R. n.º 171, Série I-A de 1991-07-27. Altera o Decreto-Lei n.º 100/84 de 29 de Março (atribuições das autarquias locais e competência dos respectivos órgãos). Lei n.º 18/91. In D.R. n.º 133, Série I-A de 1991-06-12. Alteração do regime de atribuições das autarquias locais e das competências dos respectivos órgãos. Lei n.º 87/89. In D.R. n.º 208, Série I de 1989-09-09. Estabelece o regime jurídico da tutela administrativa das autarquias locais e das associações de municípios de direito público. Lei n.º 1/87. In D.R. n.º 4, Série I de 1987-01-06. Finanças locais. Lei n.º 142/85. In D.R. n.º 265, Série I de 1985-11-18. Lei quadro da criação de municípios. Lei n.º 25/85. In D.R. n.º 184, Série I de 1985-08-12. Alteração do Decreto-Lei n.º 100/84 de 29 de Março (atribuições das autarquias locais e competência dos respectivos órgãos). Decreto-Lei n.º 116/84. In D.R. n.º 82, Série I de 1984-04-06. Revê o regime de organização e funcionamento dos serviços técnico-administrativos das autarquias locais [no uso da autorização conferida ao Governo pela alínea d) do artigo 1.º da Lei n.º 19/83 de 6 de Setembro]. Decreto-Lei n.º 100/84. In D.R. n.º 75, Série I de 1984-03-29. Revê a Lei n.º 79/77 de 25 de Outubro, no sentido da actualização e reforço das atribuições das autarquias locais e da competência dos respectivos órgãos [no uso da autorização conferida ao Governo pela alínea a) do artigo 1.º da Lei n.º 19/83, de 6 de Setembro]. Decreto-Lei n.º 77/84. In D.R. n.º 57, Série I de 1984-03-08. Estabelece o regime da delimitação e da coordenação das actuações da administração central e local em matéria de investimentos públicos. Lei n.º 11/82. In D.R. n.º 125, Série I de 1982-06-02. Regime de criação e extinção das autarquias locais e de designação e determinação da categoria das povoações. Lei n.º 1/79. In D.R. n.º 1, Série I de 1979-01-02. Finanças Locais. Lei n.º 79/77. In D.R. n.º 247, Série I de 1977-10-25. Define as atribuições das autarquias e competências dos respectivos órgãos.

Estruturas internas/genealogia

A câmara municipal de Albufeira é constituída pelas seguintes unidades orgânicas de topo

contexto geral

Área de relacionamento

Entidade relacionada

Município de Albufeira

Identificador da entidade relacionada

Categoria da relação

hieráquico

Datas da relação

Descrição da relação

Entidade relacionada

Administração do Concelho de Albufeira (1856 - 1936)

Identificador da entidade relacionada

ACABF

Categoria da relação

associativo

Datas da relação

Descrição da relação

Área de pontos de acesso

Ocupações

Zona do controlo

Identificador do registo de autoridade

CMABF

Identificador da instituição

Câmara Municipal de Albufeira

Regras ou convenções utilizadas

ISAAR

Estatuto

Final

Nível de detalhe

Completo

Datas de criação, revisão ou eliminação

Línguas e escritas

  • português

Script(s)

Fontes

Notas de manutenção

  • Área de transferência

  • Exportar

  • EAC